Redução de taxas de juros estimulam a compra de imóveis Blog

Este ano a indústria da construção e o mercado imobiliário devem recuperar fôlego depois de sofrer, junto com os demais setores produtivos, com a recessão econômica  profunda que assolou o País nos últimos dois anos.

Um conjunto de fatores sinaliza perspectivas melhores para 2017. Uma pesquisa realizada pelo Sinduscon-PR e divulgada em dezembro do ano passado sobre a intenção de contratação de mão de obra dos empresários da construção civil sinalizou um pouco mais de ânimo para 2017. O levantamento apontou que 35% dos associados da entidade pretendem aumentar o quadro funcional este ano e 50% querem manter o número de colaboradores.

Já é um indício de que estas empresas estão um pouco mais confiantes, devido a alguns sinais da conjuntura nacional. Um exemplo são as taxas de juros que devem reduzir num horizonte próximo. O Comitê de Política Monetária (Copom) baixou recentemente a Selic e deve reduzir um pouco mais ainda em fevereiro, o que leva os bancos públicos e privados a começar o ano fazendo ajustes das taxas cobradas de pessoas físicas e jurídicas.

Outro fator importante neste contexto é o crédito imobiliário, cujas projeções para este ano são de leve alta. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a liberação de crédito para o financiamento à comercialização e à construção de imóveis, proveniente da Caderneta de Poupança, deve ficar entre R$ 45 bilhões e R$ 50 bilhões — volume 11% superior ao desempenho de 2016.

Já no orçamento do FGTS, está previsto que R$ 63,5 bilhões sejam destinados para a habitação em 2017.

Isto significa que, com crédito no mercado e taxas de juros menores, um volume maior de pessoas terá mais e melhores condições para comprar o imóvel que tanto deseja.