Todos os posts de gobbo

Preços dos imóveis em Curitiba voltam a ser reajustados acima da inflação e deixam de ser os mais baixos entre as capitais brasileiras

O Índice FipeZap divulgado nesta sexta-feira (3), e que acompanha o preço de venda dos imóveis anunciados em 20 cidades brasileiras, registrou aumento de 0,13% entre janeiro e fevereiro de 2017, acumulando, nos últimos 12 meses, alta de 0,84%. Isso significa que os imóveis colocados à venda, em nível de Brasil, estão sendo corrigidos bem abaixo da inflação.

Se pegarmos os imóveis colocados à venda em Curitiba nos últimos 12 meses, podemos verificar que os reajustes de preços estão acima dos índices inflacionários. Ou seja, enquanto a inflação no período ficou em 4,87%, os imóveis na capital paranaense subiram 5,55%, o segundo percentual mais alto do Brasil, atrás apenas de Belo Horizonte. Também é o contrário do que se verificou entre 2014 e 2015 quando o reajuste dos imóveis ficou 50% abaixo da inflação.

Outro fato que chama atenção foi que Curitiba deixou de ter o preço do metro quadrado mais barato entre as capitais pesquisadas. Em fevereiro, por exemplo, o preço médio de venda dos imóveis anunciados aqui foi de R$ 5.677 o metro quadrado, se igualando a Porto Alegre, que historicamente vinha apresentando valores superiores aos de Curitiba. Quando comparamos os reajustes dos imóveis de Curitiba e Florianópolis, nos últimos 12 meses, verificamos que na bela Floripa o aumento foi quase 50% abaixo do constatado aqui. A alta de preços dos imóveis colocados à venda em Curitiba é justificada pelo estoque, que hoje é o menor dos últimos seis anos. Só para se ter uma ideia, nos últimos seis anos, a média de apartamentos colocados à venda aqui era de 11 mil unidades/mês. Atualmente, a média mensal está em 7 mil.

Neste início de 2017, as capitais brasileiras onde os preços dos imóveis estão mais baratos são Salvador e Goiânia.
Ainda em relação a fevereiro, o valor médio do m2 anunciado das 20 cidades pesquisadas pelo índice FipeZap foi de R$ 7.701. Rio de Janeiro se manteve como referência do metro quadrado mais caro do país com R$ 10.257, seguido por São Paulo com pouco mais de R$ 8.600 e Distrito Federal com quase R$ 8.500 . Já as cidades brasileiras com menor valor médio por metro quadrado foram Contagem (R$ 3.546), Goiânia (R$ 4.111) e Vila Velha (R$ 4.601).

Fonte: Mirian Gasparin

Lançamentos caem 21,5% em dezembro, mas têm alta de 9% em 2016

Os lançamentos de imóveis comerciais e residenciais no Brasil em dezembro caíram 21,5 por cento em relação ao mesmo mês de 2015, atingindo 10.006 unidades, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Conforme a pesquisa, 22,3 mil imóveis foram entregues no último mês de 2016, alta de 60 por cento ante dezembro de 2015, mas as vendas encolheram 0,2 por cento na mesma base, para 9.887 unidades.

Por outro lado, os distratos caíram 14,3 por cento no mês, somando 3,1 mil unidades. Como resultado, a relação Vendas sobre Oferta (VSO) ficou em 7,6 por cento em dezembro, queda de 0,6 ponto percentual sobre igual mês de 2015.

Acumulado
Em 2016, foram lançados 69,8 mil imóveis, um número 9 por cento maior ante 2015, informou a Abrainc-Fipe.

Já as entregas totalizaram 140.902 unidades, alta de 11,4 por cento em relação ao ano anterior, mas as vendas recuaram 8 por cento no ano, para 103.203. No acumulado, os distratos somaram 44.233 unidades, baixa de 7,1 por cento ante 2015.

Empresas de construção vêm negociando junto ao governo federal e entidades de defesa do consumidor um conjunto de regras para cobrança de multa se a compra for cancelada.

Uma das propostas na mesa de discussão permitiria às construtoras reter até 10 por cento do valor do contrato em caso de distrato.

Fonte: Exame/Abril

Valor máximo de imóvel para compra com FGTS aumenta para R$ 1,5 milhão

O ministério do Planejamento informou nesta quinta-feira (16) que o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu elevar o valor do imóvel que pode ser comprado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), assim como o valor da casa própria que poderá ser financiada dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) – modalidade de crédito que conta com juros mais baixos.

O valor máximo do imóvel subirá de R$ 950 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal e de R$ 800 mil nas demais regiões do país para até R$ 1,5 milhão. A última vez que os limites haviam sido reajustados foi em novembro do ano passado.

A informação já havia sido antecipada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista exclusiva à GloboNews nesta quarta-feira (15).

Na ocasião, ele avaliou que a classe média será “beneficiada” com essa decisão do CMN – que é formado por ele, pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, e pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

Segundo o Ministério do Planejamento, a nova regra vale para imóveis contratados a partir da próxima segunda-feira (20) e 31 de dezembro de 2017. “O novo valor de avaliação tem vigência temporária, é aplicável apenas para a aquisição de imóveis residenciais novos, valendo de forma uniforme para todas as regiões do país”, acrescentou.

No fim de 2017, o CMN se reunirá novamente para definir se o teto para compra de imóveis com uso do FGTS continuará em R$ 1,5 milhão. Segundo interlocutores do governo, apesar da nota falar em “vigência temporária”, esse valor pode ser mantido ou até mesmo ser elevado.

O governo observou que, com a mudança, os clientes bancários terão acesso não só às taxas de juros aplicáveis ao SFH, “em geral mais baixas do que aquelas vinculadas a outros tipos de operações imobiliárias”, mas também à possibilidade de movimentar os recursos de suas contas vinculadas do FGTS para o pagamento de parte das prestações ou para a amortização dos financiamentos, desde que observados os demais requisitos legais e regulamentares que regem o Fundo.

Pelas regras vigentes, as operações enquadradas nas regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) possuem juros mais baixos, limitados atualmente a 12% ao ano. Para imóveis cujo preço é maior do que o teto do SFH, valem as regras do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). Nesse caso, os juros são de livre negociação entre os clientes e os bancos, e costumam ser maiores.

Os bancos empregam recursos das contas de poupança para financiar imóveis enquadrados nas regras do Sistema Financeiro Habitacional (SFH). Em todo ano de 2016, R$ 40,7 bilhões deixaram a poupança. O resultado foi o segundo pior da série histórica, que começa em 1995, atrás apenas de 2015, quando saíram da poupança R$ 53,5 bilhões. Em janeiro, a saída de recursos continuou, o que diminui a disponibilidade de recursos para a casa própria.

Fonte: G1

Saque do FGTS não afetará construção civil

O financiamento da habitação e o setor construção civil não serão afetados pelo saque dos recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de acordo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo Meirelles, o governo fez cálculos “rigorosos” para evitar um possível impacto.

O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, destacou que um dos motivos pelos quais a autorização de saque restringe-se às contas inativadas até 31 de dezembro de 2015 é manter o equilíbrio na utilização dos recursos do FGTS.

Segundo ele, o governo não considera estender a autorização às contas que ficaram inativas após a data. “Temos tido bastante cuidado com a sustentabilidade do sistema do FGTS. Essas coisas foram calculadas e simuladas. Qualquer medida adicional dependerá de passar por esse tipo de avaliação”, disse.

No início deste mês, o governo anunciou a ampliação do Programa Minha Casa. O orçamento do programa subiu de R$ 64,4 bilhões para R$ 72,9 bilhões, um incremento de R$ 8,5 bilhões. O limite de renda para participar do programa também foi aumentado, de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil por família. Na ocasião, o presidente Michel Temer afirmou que as mudanças representam uma combinação de programa social e estímulo ao setor da construção civil.

Fonte: Terra
Foto: Agência Brasil

Minha Casa Minha Vida incluirá famílias com renda de até R$ 9 mil

 

Em evento nesta segunda-feira (06/02) no Palácio do Planalto para o relançamento do Minha Casa Minha Vida (MCMV), o ministro das Cidades Bruno Araújo confirmou que o teto de financiamento dos imóveis do programa incluirá trabalhadores com renda de até R$ 9 mil. Ele disse, ainda, que entre recursos de trabalhadores e do Tesouro Nacional, o programa envolverá R$ 60 bilhões. A expectativa é de que sejam contratadas 610 mil imóveis do programa em 2017.

“É um pacto firmado entre governo e setor da construção civil, um pacto amadurecido a partir de mudanças que revigoram o MCMV”, disse Araújo.

Tanto o ministro quanto o presidente Michel Temer destacaram em seus discursos a capacidade da construção civil de criar empregos na sociedade.

O novo modelo implica reajuste de 7,69% no perfil de renda dos beneficiários pertencentes às faixas 1,5, 2 e 3, que serão, portanto, de R$ 2.350 a R$ 2.600 na faixa 1,5; de R$ 3.600 a R$ 4.000 na faixa 2; e R$ 6.500 a R$ 9.000 ma faixa 3. O aumento, segundo o governo, seguiu a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O governo também elevou o valor teto dos imóveis que podem usar recursos do FGTS. No Distrito Federal, São Paulo e Rio, o aumento será de R$ 255 mil para R$ 240 mil. Já nas capitais de Norte e Nordeste, a mudança vai de R$ 170 mil a R$ 180 mil.

O governo prevê que serão contratadas 610 mil unidades habitacionais em 2017 no programa Minha Casa Minha Vida. Segundo o Ministério das Cidades, as faixas 2 e 3 liderarão a construção com a expectativa de até 400 mil casas neste ano.Nas demais faixas, o governo prevê 170 mil contratações na faixa 1, sendo 35 mil casas na modalidade rural, 35 mil na modalidade entidades urbanas e 100 mil no Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Além disso, há expectativa de outras 40 mil unidades na faixa 1,5.

Emprego
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, reforçou que o objetivo de atualizar e “dar continuidade” no programa MCMV é retomar a geração do emprego. “O objetivo é que o MCMV tenha no seu cerne a geração do emprego. Estamos dando continuidade ao processo de estabilização da economia e retomada do crescimento”, afirmou. Dyogo disse ainda que o governo não gosta de fazer corte de gastos. “Não somos masoquistas nem temos prazer em ter cortes de gastos. O que nos interessa é ter mais eficiência no gasto público”, afirmou.

Fonte: Época Negócios

Redução de taxas de juros estimulam a compra de imóveis

Este ano a indústria da construção e o mercado imobiliário devem recuperar fôlego depois de sofrer, junto com os demais setores produtivos, com a recessão econômica  profunda que assolou o País nos últimos dois anos.

Um conjunto de fatores sinaliza perspectivas melhores para 2017. Uma pesquisa realizada pelo Sinduscon-PR e divulgada em dezembro do ano passado sobre a intenção de contratação de mão de obra dos empresários da construção civil sinalizou um pouco mais de ânimo para 2017. O levantamento apontou que 35% dos associados da entidade pretendem aumentar o quadro funcional este ano e 50% querem manter o número de colaboradores.

Já é um indício de que estas empresas estão um pouco mais confiantes, devido a alguns sinais da conjuntura nacional. Um exemplo são as taxas de juros que devem reduzir num horizonte próximo. O Comitê de Política Monetária (Copom) baixou recentemente a Selic e deve reduzir um pouco mais ainda em fevereiro, o que leva os bancos públicos e privados a começar o ano fazendo ajustes das taxas cobradas de pessoas físicas e jurídicas.

Outro fator importante neste contexto é o crédito imobiliário, cujas projeções para este ano são de leve alta. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a liberação de crédito para o financiamento à comercialização e à construção de imóveis, proveniente da Caderneta de Poupança, deve ficar entre R$ 45 bilhões e R$ 50 bilhões — volume 11% superior ao desempenho de 2016.

Já no orçamento do FGTS, está previsto que R$ 63,5 bilhões sejam destinados para a habitação em 2017.

Isto significa que, com crédito no mercado e taxas de juros menores, um volume maior de pessoas terá mais e melhores condições para comprar o imóvel que tanto deseja.

Pesquisa aponta otimismo no mercado imobiliário

A crise econômica prejudicou diversos segmentos nos últimos anos, entre eles o mercado imobiliário. Porém, a expectativa dos consumidores, dos corretores e também das imobiliárias é de números melhores para 2017. O ano é considerado bom para fazer negócios em função da redução da taxa de juros e da estabilização dos preços.

Uma matéria publicada no site da ABECIP (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) divulga uma pesquisa realizada pelo portal imobiliário VivaReal, por meio da qual são avaliadas as tendências e as percepções do setor através da opinião dos públicos envolvidos, para quase 80% dos consumidores os preços dos imóveis permanecerão estáveis e, por isso, a flexibilidade na negociação tende a aumentar. Mais de 70% das pessoas estão otimistas com o mercado imobiliário, apesar de estarem com o pé atrás em relação à situação econômica do país.

Para os incertos ou pessimistas, os principais motivos de desconfiança em relação ao mercado imobiliário são a instabilidade, o desaquecimento e os juros altos. No que diz respeito à economia do país, as incertezas dos entrevistados esbarram na corrupção e nas crises política e econômica.

Desemprego preocupa. Segundo o consultor jurídico da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa, é improvável que os preços dos imóveis subam. Eles devem permanecer estáveis ou ter uma pequena queda. “Não acredito que vá haver um aumento, pois a condição do país não favorece adquirir um imóvel por um preço mais elevado. Além disso, a taxa de juros baixou, mas ainda é consideravelmente alta e o mercado da construção civil já não disponibiliza mais tantos imóveis como antes”, afirma.

Por outro lado, segundo Costa, as medidas do governo para fomentar o mercado, como a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a redução da taxa de juros visando ajudar na aquisição da casa própria são benéficas. “A ideia de baixar os juros é interessante, pois dá uma condição melhor para adquirir imóveis em longo prazo. Como o financiamento depende do pagamento de várias prestações, às vezes em 360 meses, isso dá resultado prático em longo prazo”, explica.

Costa ressalta, porém, que não adianta somente o incentivo do governo. “Se há um desemprego muito grande, ter coragem para assumir um contrato tão longo é mais difícil, afinal é um contrato de vários anos. O que acho que vai influenciar mais em curto prazo será a questão global da economia, se o desemprego vai cair e se as pessoas terão renda. Vale lembrar que precisa de uma entrada para adquirir um imóvel. Então, tem muitos fatores além da taxa de juros”.

Já a presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Cássia Ximenes, lembra que a demanda por moradia é constante, independentemente da situação econômica do país. “Independentemente de crises ou de facilidades de crédito, a demanda continua. Então, as pessoas têm de se organizar para encontrar a sua moradia”, frisa.

Cássia também destaca a insegurança com a questão do desemprego e acredita que os preços em 2017 tendem a ficar estáveis. “Não acredito que teremos aumento nem queda mais. Teremos um patamar para as pessoas se reorganizarem e voltarem a realizar suas compras. Acredito que teremos um aumento no número de vendas e de negócios realizados em 2017. Creio que o mercado imobiliário vai ter essa grata surpresa”, diz.

Para isso, segundo ela, é fundamental promover formas de pagamentos atraentes aos consumidores. “O que a gente percebe é que mais condições e mais facilitadores de crédito devem ser apresentados aos consumidores para que eles tenham essa coragem de assumir o financiamento”. E completa que os feirões de imóveis são boas alternativas para quem deseja realizar o sonho da casa própria. “Os feirões possibilitam que em um mesmo espaço físico o cliente possa ter acesso a informações variadas até debater diretamente o outro lado. Esses eventos facilitam as oportunidades de negociação, é bom para o cliente e para as construtoras e incorporadoras”, explica.

“A ideia de baixar os juros é interessante, pois dá uma condição melhor para adquirir imóveis em longo prazo.” Vinícius Costa, consultor jurídico.

Fonte: ABECIP

Nova regra para financiamento de imóvel pode afetar Minha Casa

Uma decisão tomada anteontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) pode retirar de vez do mercado a tabela Price(sistema de amortização dos financiamentos habitacionais, em que as prestações começam mais baixas e vão subindo ao longo do contrato), oferecido praticamente só pela Caixa Econômica Federal.

O efeito será uma restrição do acesso à compra da casa própria para famílias de baixa renda no programa Minha Casa Minha Vida. Por trás da medida está a preocupação do Banco Central (BC) em evitar o que aconteceu na década de 1990, quando o saldo devedor subiu tanto que superou o valor do imóvel, tornando os empréstimos impagáveis.

Ao lançar o Minha Casa Minha Vida em 2009, o governo petista orientou a Caixa a usar o sistema Price para permitir que a prestação coubesse no orçamento das famílias. O problema é que, neste sistema, o saldo devedor cresce durante boa parte de vigência do contrato, porque as mensalidades são insuficientes para cobrir juros e correção monetária. Só no fim do prazo é que o tomador começa a amortizar esses custos.

Pela decisão do CMN, a partir de março de 2017, isso não poderá mais acontecer. Ou seja, nos novos financiamentos, as prestações têm de ser suficientes para cobrir o principal, os juros e a correção — como geralmente ocorre em outro sistema, o SAC, em que os valores começam mais altos e vão diminuindo ao longo do contrato.

Só para se ter uma ideia, a diferença no valor o imóvel que cabe no orçamento do mutuário entre os dois modelos chega a 30%. Ou seja, uma família com renda de R$ 2 mil, por exemplo, consegue financiar um imóvel de R$ 100 mil na tabela Price. Se for o SAC, o valor cairia para cerca de R$ 70 mil.

O diretor de Habitação da Caixa, Teotônio Rezende, disse que o objetivo da medida é evitar risco sistêmico no futuro, e que a situação hoje é muito diferente do que aconteceu no passado, porque os empréstimos concedidos foram formatados para não sobrar saldo residual no fim do prazo contratual. Mas ele admitiu que há contratos em que o saldo devedor é crescente, em função do prazo e da Taxa Referencial(TR, usada para corrigir a prestação), que antes estava em níveis historicamente baixos.

“Os financiamentos feitos pela tabela Price passaram a ter um comportamento em que o saldo devedor começou a crescer, porque as prestações em algumas situações não estão quitando integralmente a correção monetária, que está fora da cota de amortização. Consequentemente, o saldo nominal, ao invés de cair, está subindo”, disse Rezende, acrescentando: “Essa medida (decisão do CMN) é de uma importância muito grande em termos de governança e de prevenção contra risco sistêmico. O BC está agindo antes que o problema aconteça.”

Segundo Rezende, a tabela Price representa apenas 0,6% do total da carteira do banco com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (que soma caderneta e FGTS). No caso do Fundo, a participação da Price equivale a 13% da carteira. Ele disse que a decisão do CMN não tem relação com a inadimplência do crédito imobiliário. De acordo com dados do BC, o percentual estava em 1,9% em outubro (em agosto, era de 1,7%).

Price deve sair do mercado – A decisão do CMN não atinge os empréstimos já concedidos. Rezende disse que o banco não tem em carteira financiamentos do programa Minha Casa Minha Vida com problemas. Mas, segundo uma fonte do Executivo, caso isso ocorra, a única saída será o banco refinanciar o saldo devedor ao fim dos contratos.

O consultor José Urbano Duarte, ex-presidente de Habitação da Caixa, lembrou que a tabela Price estava em desuso na Caixa e que, se existe problema em alguns contratos, ele é residual. Com a recuperação da economia, destacou, a situação tende a se equilibrar:

“A decisão do CMN, na prática, tende a levar todos os financiamentos para o SAC, deixando a Price fora do mercado. É interessante sob a ótica da sustentabilidade. No limite, isso resguarda o sistema de um descolamento entre dívida e garantia.” Como houve uma queda no preço do imóveis, por causa da recessão da economia, poderia haver um descasamento entre o saldo devedor e o valor da garantia (no caso, o imóvel).

O CMN também elevou o teto do valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS, de R$ 750 mil (Rio, São Paulo e Brasília) para R$ 950 mil — medida pleiteada pela indústria da construção civil para estimular a demanda. De acordo com a Caixa, a decisão pode reduzir os juros em até 1,25 ponto percentual. Em setembro, o Conselho ampliou para R$ 1,5 milhão o preço do imóvel que pode ser financiado dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com juros limitados a 12% ao ano.

Fonte: ABECIP

Projeto muda taxa de transação e beneficia donos de imóveis milionários no Paraná

Tramita há uma semana na Assembleia Legislativa do Paraná projeto de lei que estabelece um teto máximo de cobrança da taxa do Fundo de Reequipamento do Poder Judiciário (Funrejus) feita nos cartórios. Hoje, a alíquota é de 0,2% sobre o valor total dos imóveis vendidos. A proposta do Tribunal de Justiça (TJ), porém, pretende fixar um teto máximo de R$ 4.927,05 para a cobrança.

A mudança beneficiará imóveis negociados atualmente no estado a partir de R$ 2.463.525. Na justificativa do projeto, o TJ não informa de quanto abrirá mão com a medida. Segundo deputados que avaliam a proposta, a perda seria de pelo menos R$ 19 milhões por ano. “É o Robin Hood às avessas”, indigna-se um parlamentar.

Pelo texto atual da legislação, a alíquota de 0,2% independe do valor da negociação. Uma casa comprada por R$ 500 mil, por exemplo, recolherá R$ 1 mil de Funrejus. Da mesma forma, um apartamento negociado por R$ 5 milhões vai pagar R$ 10 mil em taxa no cartório. A partir da proposta do Tribunal de Justiça, porém, o comprador do último imóvel precisará desembolsar no máximo R$ 4.927,05, economizando assim R$ 5.072,95.

Justificativa

No texto do projeto, o TJ argumenta que pretende “afastar as discussões quanto à ofensa ao princípio do não confisco, passando a exigir do contribuinte um valor compatível com a atividade estatal e em consonância com os princípios constitucionais tributários da proporcionalidade e da razoabilidade”.

Esse debate vem desde o começo do ano passado, quando o tribunal decidiu extinguir o teto das custas de registro de imóveis, que passou a ser de 0,2% sobre o valor do título – modelo em vigor atualmente. Até então, o valor máximo cobrado era de R$ 1.821,20.

À época, a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e três sindicatos da construção civil acionaram a Justiça alegando a inconstitucionalidade da medida, por supostamente ter dado a uma taxa o caráter de imposto. Segundo as entidades, teria se perdido a proporcionalidade entre o serviço de fiscalização das atividades cartoriais prestado pelo Judiciário e o pagamento efetuado, uma vez que o valor de uma taxa deve ter relação com o custo da atividade estatal que origina a cobrança, mantendo “razoável equivalência” com o valor cobrado.

Na ocasião, o TJ justificou que precisava garantir caixa para a realização de novas obras e reformas, que atendessem à “crescente necessidade de investimentos” do Judiciário. Disse ainda que o fim do teto das custas de registro de imóveis resultaria em “maior contribuição pelos adquirentes de imóveis destinados às classes de maior poder aquisitivo, sem prejudicar os contribuintes de menor renda”.

Fonte: Gazeta do Povo